quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

AME A SI MESMO EM 2016

AME A SI MESMO EM 2016

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De tanto a Gisela Vallin, em seus vídeos no youtube, falar do livro “Amor, liberdade e solitude” do Osho, acabei comprando essa preciosidade, e já no primeiro capítulo encontrei o tema para este post de Ano Novo.

ame a si mesmo, feliz 2016, feliz ano novo, amor próprio, 2 anos, blog, Osho, amor liberdade e solitude, consciencia, egoismo, gisela vallin, arly cravoAproveito para dizer que este também é um post comemorativo dos Dois Anos do Blog, tendo mais de 84 textos publicados! Estou muito alegre e grata a vida por todo esse trabalho e por todo material que pude produzir, usando as referências teóricas da minha profissão e outras mais que simpatizo, meus conhecimentos da prática clínica, vivências pessoais, relacionais e muita criatividade para amarrar isso tudo.

“Ame a si mesmo e observe, hoje, amanhã e sempre” (p.16), segundo Osho, este é um dos ensinamentos mais profundos do Gautama, o Buda. Devemos começar pelo “Ame a si mesmo”, mas infelizmente, não fomos ensinados a nos amar, muito pelo contrário, somos bombardeados com ideias anti-amor desde a nossa infância, tanto pela nossa família quanto pela sociedade, política, religiões e cultura. Osho argumenta que não há interesse da parte das instituições, que nos amemos, pois isso geraria a subversão, a rebeldia, e o sistema precisa de pessoas obedientes.
Muitos acham que se amam, mas isso é muito raro. No geral, tentamos a todo custo, ser amados pelos outros, e para tal, muitas vezes nos comportamos de forma indigna e contra nossos próprios pensamentos e valores. A grosso modo, nos “prostituímos” em busca do amor externo, na figura de nossos pais ou de nossos parceiros amorosos, ou amigos e filhos. E se passamos por cima de nós mesmos, como poderemos nos amar?
Vejamos alguns exemplos explícitos e sutis onde nossa falta de amor próprio fica evidente:
1.   Quando somos exigentes demais conosco e não nos permitimos errar;
2.   Quando nos depreciamos, xingamos, menosprezamos por nossos erros, defeitos e dificuldades;
3.   Quando nos sujeitamos a fazer coisas indignas, aos olhos dos nossos próprios padrões valorativos, para conseguir reconhecimento, amor e poder;
4.   Quando agimos diferente e até de forma oposta ao que pensamos e sentimos;
5.   Quando não nos consideramos dignos de sermos amados, porque temos defeitos “horríveis” aos olhos dos outros, e permitimos ser tratados com agressividade e violência;
6.   Quando trabalhamos demais e não respeitamos nossos limites, ou trabalhamos de menos ou não trabalhamos (ressalva para quando há um acordo do casal ou da família) e somos irresponsáveis com nossa própria vida;
7.   Quando nos envolvemos e ficamos indefinidamente em relacionamentos que não podem oferecer o que desejamos e necessitamos;
8.   Quando não cuidamos da nossa saúde, alimentação, bem estar, e ficamos presos a qualquer forma de compulsão, negligenciando nossa qualidade de vida;
9.   Quando nos permitimos ser abusados ou explorados nas nossas relações familiares, amorosas e profissionais;
10. Quando ficamos presos em um conceito de amor negativo, aprendido em nossa família de origem.
A lista pode ser interminável, mas vamos parar por aqui. Quem não tem pelo menos um desses comportamentos na vida atual? Repito: é muito raro a gente amar a si mesmo, e faz-se urgente aprendermos e exercitarmos esse amor.
O Amor a Si Mesmo começa com essa consciência de que aquilo que chamamos de amor precisa ser revisado e reavaliado, pois é muito confundido com necessidade de autoafirmação, e com conceitos distorcidos de amor.
A busca de coerência é outro passo em direção ao amor por si. Ser coerente, requer que nossas ações sejam equivalentes aos nossos pensamentos e sentimentos. Por exemplo, se uma pessoa quer emagrecer, mas não move uma palha para realizar exercícios e fazer uma alimentação melhor, ela está sendo incoerente consigo mesma. Para ser coerente, ela precisaria agir conforme o que pensa e sente. Ao se dedicar ao processo de emagrecer, sem radicalismos, sua autoestima melhorará podendo também melhorar seu amor por si mesma.
Não confunda amor a si mesmo com egoísmo. Faz parte dessa educação que prefere nos ver alienados, ensinar que devemos amar ao próximo, a Deus, mas amar a si é um pecado. Egoísmo é quando você usa das pessoas em seu benefício próprio. E isso acontece mais quando as pessoas não se amam, buscam o amor externamente, e acreditam que pra serem amadas precisam ter poder sobre os outros. Quando nos amamos, não precisamos disputar poder nem abusar dos outros, pois encontramos dentro de nós o verdadeiro suprimento amoroso, e inclusive passamos a doá-lo de bom grado. Mas se não nos amamos, projetamos no outro nossas necessidades e entramos em competição e controle, e como diz o Arly Cravo, coach relacional que tem vários vídeos publicados no youtube “se o poder entra pela porta, o amor sai pela janela”.
Osho fala no livro acima citado, que precisamos não nos condenar. Infelizmente somos nossos piores juízes e carrascos. Nos julgamos, passamos a pior sentença e depois nos autoflagelamos como punição aos nossos “erros”. Não se condene! - Ele diz.  Tenha compaixão de si mesmo, se olhe com o olhar benevolente e complacente de uma mãe generosa e amorosa, que ama o filho incondicionalmente. Somos seres em evolução, nossos “eus” do passado eram mais imaturos do que somos hoje e não podemos (ou não deveríamos) julgá-los com a nossa consciência atual, mas sim precisamos compreender e aceitar que fizemos o nosso melhor em cada etapa da nossa vida. Fazemos nosso melhor, nem mais nem menos. Se nossa consciência se amplia, podemos melhorar e crescer, mas isso não desqualifica a pessoa que fomos no passado.
Acrescento também o “não se cobre tanto”! Vivemos numa sociedade capitalista de consumo desenfreado e somos bombardeados o tempo todo com informações de todas as mídias para consumirmos aquilo (toda sorte de produtos materiais e vivenciais) que nem sempre precisamos. Nesse contexto, nossa ansiedade aumenta muito pois passamos a correr atrás de mais dinheiro para conseguir consumir aquilo que dizem que precisamos, pois caso contrário, ficaremos fora do padrão e obsoletos. Não há como amar a si, no meio de tanta cobrança, tampouco é possível ter paz de espírito assim. Não se cobre tanto! Reavalie quais são suas verdadeiras necessidades e questione o marketing que te impõe necessidades falsas.
O autor também acrescenta que amar significa aceitar como é. Aceite seu corpo, sua mente, sua inteligência, sua capacidade de aprender, seus defeitos e dificuldades! Muitas pessoas confundem aceitação com acomodação. Aceitar-se não compromete o desejo de crescimento. Do contrário, não aceitar-se faz com que o indivíduo fique negando aquele lado que não gosta, tentando eliminá-lo de sua vida, e aí sim, não se pode fazer nada com o que não se admite como parte de si mesmo. Precisamos integrar nosso lado sombra pra que ele não tenha mais poder sobre nós mesmos. Aceite a si mesmo, sem condições!
Osho diz também que a pessoa que ama a si mesma se torna tão bem aventurada que o amor começa a transbordar, e assim precisará naturalmente compartilhar esse amor. É uma experiência extasiante. Ou seja, se você não se ama, como poderá dar amor ao outro? Impossível. E como esperar receber amor dos outros se você não se amar? A falta de amor próprio nos torna pessoas no mínimo pouco interessantes, carentes e sugadoras.
Então estimado leitor, meu convite para você em 2016, é que você priorize o aprendizado de amar a si mesmo! Todos os dias! Faça um cartaz, use um objeto, coloque um post it num local que veja sempre, mas utilize um recurso que o faça lembrar todos os dias desse novo propósito: Ame a Si Mesmo!

Deixe no espaço para comentários abaixo, outras ideias para nos ajudar a trabalhar essa grande tarefa!

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagran: @solteirosecasais

Referência das Figuras
1 - http://artodyssey1.blogspot.pt/2014/07/jon-boe-paulsen.html
2 - retirada do google imagens e editada por mim


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