quinta-feira, 3 de setembro de 2015

ACEITANDO OS MISTÉRIOS DA VIDA



ACEITANDO OS MISTÉRIOS DA VIDA

foras e tocos, mistérios da vida, relacionamentos, lei da atração


Minhas amigas e eu somos mestras em ficar confabulando sobre o porquê daquele pretendente não ter se interessado por nós depois do primeiro encontro. Criamos mil e uma ideias mirabolantes sobre os motivos porque ficamos numa busca insaciável por compreensão.

Outro dia, um de meus amigos homens falou que, quando um homem se interessa e quer algo mais com determinada pessoa, ele vai atrás com certeza. Se ele não foi atrás é porque ele não quis. Simples assim.

Fiquei pensando que se aceitássemos essa simples resposta, “ele simplesmente não quis", seríamos mais leves e aceitaríamos a rejeição do outro com mais naturalidade.

Nós mulheres tendemos a nos culpar pela rejeição alheia. Parece que temos um débito cultural para com os homens e se não o conquistamos foi por pura incompetência nossa. 

Outra questão para a qual sempre buscamos uma resposta é: porque estamos sozinhas? Novamente a tendência de nos culparmos aparece. Perguntamo-nos se somos boas o suficiente, se somos atraentes, inteligentes, interessantes, divertidas, amorosas o suficiente, e a resposta é sempre que somos falhas. Não somos perfeitas e por isso fomos rejeitadas. Daí redobramos as auto exigências, buscando esteticamente corrigir um problema de autoestima interno.

Eu não sei se os homens, de maneira geral, aceitam melhor ou pior a rejeição do que nós mulheres, ou se eles apenas aprenderam a lidar de forma diferente com a situação. De toda forma, eles não têm permissão cultural de falarem de sentimentos. O fato é que, mesmo se perguntássemos ao outro por que ele nos rejeitou, ou se nos perguntassem a mesma coisa, a resposta nem sempre será honesta. Eu por exemplo já fui questionada e algumas vezes dei uma desculpa que achei que fosse menos agressiva. Pensava que se fosse falar a verdade, acabaria magoando ou ofendendo o outro.

O que precisamos aceitar é que o outro simplesmente não quis e isso deve bastar. 

A atração é uma sinergia de forças inconscientes e ocultas, as quais nem sempre temos acesso ou consciência. E vice-versa para a pessoa que está do outro lado. Muitas vezes para uma pessoa houve a sinergia, mas para a outra não. Os motivos podem ser muito diversos: padrões familiares diferentes, grau de maturidade distinto, padrões valorativos incompatíveis, etc., que antes mesmos de identificarmos conscientemente, nosso inconsciente já reconheceu e já rejeitou.

Quanto mais formos conscientes desses padrões, mais conseguiremos fazer uma escolha amorosa baseada no nosso desejo. Caso contrário, repetiremos inconscientemente nossas histórias de origem.

Também precisamos aceitar, nossa impotência diante do outro, a falta de respostas que nos acalentem, e o mistério da vida. Algumas respostas nunca nos serão reveladas, pelo menos nesta vida.

Estar cara a cara com o mistério significa que chegamos num limite da possibilidade da compreensão humana para certas coisas da vida. Não gostamos da ideia de aceitar essa impotência, porém não há o que fazer. Quando não a aceitamos, passamos uma vida inquieta e sem paz de espírito, achando sempre que o problema está em nós e criando mil estratégias que mais prejudicam do que alimentam nosso amor próprio.

Aceitar o mistério significa que nos resignamos das nossas limitações humanas, ficamos humildes, abandonando nossas rebeldias adolescentes frente a vida, e aprendendo a lidar com nossa falta de controle.

Eu estou tentando trilhar esse caminho, querido leitor. Ainda não avancei muito nessa aceitação. E você? Deixe seu comentário no espaço abaixo!


Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagran: @solteirosecasais

Referência da Figura
1 - http://www.redbubble.com/people/theartoflove/works/5256543-ill-be-there-for-you?c=27861-art-from-the-heart
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Um comentário:

  1. Oi Adriana! Eu aqui de novo... rs[
    Esse texto é muito bom.
    Quando estava solteira, após um divórcio, conhecia pessoas legais e ficava triste e me perguntando porque não dava certo com ninguém. Procurava os defeitos em mim, tentava entender o que havia de errado, como muitas outras mulheres.
    Acho que o mais difícil na busca por alguém com quem partilhar a vida é que ela esteja no mesmo "tempo" que a gente. Me explico: alguém que já tenha vivido coisas com profundidade suficiente e queira engrenar uma relação séria. Muitas vezes um já curtiu muito e agora está disposto a uma relação séria e encontra uma pessoa legal, mas que ainda quer curtir, entende?
    Interessante também são as características das pessoas que nos atraem. Normalmente são aqueles que nosso subconsciente aprendeu ainda na infância. Não é difícil termos um dedinho podre para os cafajestes!
    Algo muito bom que tive a oportunidade de fazer logo após o divórcio foi terapia e assim pude compreender meus "modelos", o que me atraía nos homens, nem sempre coisas positivas (a maioria das vezes não era... hahaha). Com isso, se conhecendo melhor, é possível rever os padrões, ligar o alerta, e seguir uma busca mais consciente e madura.
    Quis o destino que conhecesse um homem bom, com características distintas do meu antigo padrão, e que, assim como eu, já estava cansado de "curtir" e tinha uma vivência parecida com a minha. Resultado? Nos casamos e seguimos felizes.
    Não podemos é desistir de ser feliz. JAMAIS!
    Beijos e sucesso sempre!

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