terça-feira, 18 de agosto de 2015

FLEXIBILIDADE E RIGIDEZ NAS RELAÇÕES

FLEXIBILIDADE E RIGIDEZ NAS RELAÇÕES

 flexibilidade, rigidez, relacionamentos, generosidade, egoísmo, servidão, negociação

Flexibilidade*, qualidade do ser flexível, maleável, aquele que possui características de erguer, sujeitar e submeter a vontade dos outros e possui susceptibilidade de se adaptar as mudanças, de acordo com as circunstâncias. A flexibilidade está associada a capacidade de adaptação. Um indivíduo flexível tem mais facilidade de compreender, aceitar ou assumir as opiniões, ideias ou pensamentos de outras pessoas, sendo considerado dócil e diplomático. 
Por outro lado, a Rigidez**, é a qualidade do ser rígido, duro, rijo, firme. São pessoas que não cedem a pressão, são intransigentes, impassíveis, inflexíveis.
Ambas as características são importantes nos relacionamentos. Por exemplo, é muito importante que sejamos rígidos em nossos valores, que são a base de nossas principais crenças. Quando abrimos mão deles para conseguir uma relação ou mantê-la, nossa autoestima fica muito prejudicada e em algum momento no futuro iremos adoecer. A flexibilidade também é muito importante, por exemplo, quando precisamos lidar com nossas frustrações e nossa perda de controle diante do parceiro. Ela ajuda a equilibrar as relações de poder do casal.
No entanto, falando de poder, o problema é quando cada parceiro funciona em apenas um dos lados da moeda. Só um é rígido e só o outro abre mão. Quando isso acontece, o parceiro rígido se transforma num tirano e o parceiro flexível em um grande “engolidor de sapos”. Nesse caso a flexibilidade não é verdadeira, pois a relação já ficou rígida nos extremos opostos.
Numa relação verdadeiramente flexível, ambos os lados funcionam dinamicamente. Cada parceiro flutua nos papéis de rígido e flexível, sem se fixar em apenas um deles.
E por que é tão difícil construir uma relação flexível? Porque vivemos numa sociedade onde a disputa de poder e a competição são muito valorizadas, fazendo com que a ideia de ganhar seja deturpada no sentido de ganhar a disputa de poder, numa perspectiva mais egoísta.
Nas relações flexíveis, o ganhar está ligado muito mais a uma ideia de bem estar coletivo do que a uma vitória individual. Abrir mão e ceder não irão significar uma perda, e sim um ganho maior.
A generosidade*** também é uma característica muito importante para a flexibilidade, pois os generosos têm uma tendência ao altruísmo, a empatia e conseguem perceber e atender as necessidades do outro, fazendo concessões e sacrifícios sem isso se tornar um peso para a si mesmo nem para relação.
É muito importante mudarmos nossas crenças relacionais bélicas. Elas estão profundamente arraigadas na nossa história mundial coletiva de guerras, que muitas vezes foram reforçadas por nossas famílias.  
Projetamos nas relações amorosas essa postura bélica, infelizmente. Muitas vezes olhamos nossos parceiros como inimigos e não parceiros na batalha da vida. E como inimigos, enxergamos em suas atitudes, ataques para nos destruir. Daí nos armamos em escudos de defesa e levantamos nossas próprias espadas.
Não sabemos fazer a leitura das necessidades do outro, por trás de seus “ataques” ou demandas afetivo-relacionais. Mas se conseguirmos sair dessa belicosidade, talvez consigamos olhar para o parceiro com mais compaixão e disponibilidade para atendê-lo.
Ser flexível não significa se tornar o um servo do outro, mas requer uma disponibilidade para também servir **** ao outro. Numa relação de troca, servir e ser servido também flutuam como papéis exercidos por ambos parceiros de forma dinâmica.
A grande questão é que para ser flexível, precisamos crescer e nos tornar adultos, deixando de ser crianças carentes que querem ser atendidas imediatamente sem sofrer frustrações.
Como adultos, somos mais capazes de exercitar a “arte da negociação” nas nossas relações de amor, e consequentemente, construir uma flexibilidade dinâmica. Aprendemos a comunicar de forma mais clara o que desejamos e a aceitar que o parceiro também tem escolha de nos atender ou não, sem que isso signifique que ele não nos ama.

E você leitor, se considera rígido ou flexível? Deixe no espaço para comentários sua sugestão para melhorarmos a flexibilidade nos nossos relacionamentos!

** Conceito retirado do site: http://www.dicio.com.br/rigidez/

Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagran: @solteirosecasais

Referência da Figura
1 - Retirada do Google Imagens
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