segunda-feira, 30 de março de 2015

MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA - SOBRE ALIMENTAÇÃO E EXERCÍCIOS FÍSICOS

MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA

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Foto retirada durante o meu descanso após a caminhada na praça

SOBRE ALIMENTAÇÃO E EXERCÍCIOS FÍSICOS 

No post de hoje vou falar sobre a mudança de estilo que vida que venho realizando desde dezembro do ano passado (2014), e como essa mudança tem afetado positivamente minha vida.
Duas foram as mudanças mais significativas: alimentação e exercício físico.
Eu já fazia Pilates há quase dois anos, praticando duas vezes por semana e nos finais de semana caminhava e alongava na praça perto da minha casa em BH. Sempre gostei muito do Pilates e melhorei demais minha flexibilidade, postura, definição corporal, resistência, etc. Cessaram as dores lombares que eu sentia em decorrência de trabalhar (e viver) a maior parte do tempo sentada.
Eis que no segundo semestre de 2014, meu terapeuta me indicou um livro que se chama “O Mito da Fragilidade”, da Colette Dowling, onde a autora descreve exaustivamente como nós mulheres fomos culturalmente “educadas” para acreditar na nossa fragilidade, especialmente na fragilidade física. E isto nos faz ainda hoje reproduzir a desigualdade nas relações de gênero, perpetuando tanto a necessidade de afirmação da masculinidade fragilizada dos homens através de sua força física, quanto a ilusão de fragilidade das mulheres e sua dependência da figura masculina.
Depois que li este livro, comecei a observar como praticamente todas as mulheres da minha família eram e ainda são sedentárias, e também de como fui educada para nunca me importar com esportes, cuidado com o corpo, condicionamento corporal, etc. Muito pelo contrário, minha própria mãe e madrasta me ajudaram a forjar um atestado falso de trabalho para que eu não precisasse fazer educação física no colégio, com a desculpa que eu passei mal de bronquite por causa dessa aula. Somente depois de adulta que eu compreendi a importância de investir numa prática física e passei a realizar o Pilates de forma disciplinada, ou seja, dois anos atrás.
Além das reflexões após a leitura do livro, também começou a surgir dentro de mim um anseio de querer mais do meu corpo. Mais condicionamento, mais força, mais definição, e de conseguir fazer atividades que eu não conseguia ainda. Comecei a seguir no Instagran, pessoas que trabalham ou praticam exercícios calistênicos (que usam o peso do próprio corpo) e outras atividades e fui me motivando cada vez mais, até que decidi trocar de exercício físico para aumentar meus desafios.
Hoje estou numa academia e pratico Spinning, Corrida em esteira, Kettlebel e Musculação. Em casa, pratico sozinha alguns exercícios calistênicos, inclusive do Pilates. Faço exercícios alternados quase todos os dias.  Encaro minhas atividades como um meio para alcançar alguns objetivos a médio e longo prazo.
Mas o melhor de tudo é o prazer e a disposição que praticar esporte tem me dado. Agora que estou fazendo exercícios aeróbicos de alta intensidade, percebi o quanto eles melhoram nossa disposição, diminuindo o cansaço e a preguiça. Tenho dormido um pouco menos e acordado com uma ótima disposição, mesmo quando estou com dores corporais da musculação e do kettlebell.
Além disso, esteticamente o meu corpo tem melhorado e ficado mais definido, com ganho de massa magra e perda de peso e gordura. E ao ver essas melhorias e resultados, eu fico muito feliz e minha autoestima tem aumentado cada dia mais.
Já a perda de peso aconteceu por causa da nova dieta. Entre dezembro e janeiro eu perdi cinco quilos, após ter mudado minha alimentação e antes de começar na academia. Ou seja, a perda de peso está ligada principalmente a alimentação.
Eu peguei uma dieta antiga que fiz com uma nutricionista há cinco anos atrás, também pesquisei sobre alimentação para treinos esportivos e montei minha nova alimentação incluindo muitos vegetais (frutas e verduras) praticamente em todas as refeições, aumentei as proteínas, diminuí os carboidratos ruins e incluí carboidratos melhores (vegetais e grãos), e acrescentei castanhas (gordura boa). Depois, até procurei uma nutricionista pra verificar se a dieta estava adequada, mas não gostei dela e devo procurar brevemente um nutricionista esportivo.

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Preparação Caseira da minha alimentação

Por que muitas pessoas desistem de realizar mudanças alimentares?
Primeiro porque existe uma cultura de dieta baseada na escassez, na fome e na restrição dos “alimentos gostosos”. Aviso que essas dietas são inadequadas. Uma boa dieta inclui um pouco de tudo, mas propõe o aumento dos bons alimentos e a diminuição dos “ruins”, mas não sua total exclusão. Eu nunca passei fome e tenho sentido muita saciedade com a nova alimentação.
Por outro lado, dá trabalho se alimentar bem. A gente precisa planejar a alimentação, as compras, as idas em feiras e supermercados, constantemente. É muito mais fácil passar na padaria e comprar guloseimas de alta caloria. Eu fazia isso.
Também é difícil porque nem sempre as pessoas gostam de cozinhar ou se sentem dispostas a chegar em casa e preparar suas refeições. Eu tenho a sorte de gostar de cozinhar, mas procuro facilitar ao máximo a organização dos alimentos para que eles estejam fáceis de cozinhar pra não demorar o preparo.
Deixo as verduras preferidas lavadas e as vezes legumes descascados na geladeira. Cozinho frango e carne moída e coloco em potinhos com porções para congelar. Também congelo frutas (que utilizo para vitaminas) como manga, morango e abacaxi, e verduras (que utilizo para vitaminas e sopas) como cará, moranga, etc. Cozinho arroz integral que dê para alguns dias e congelo potinhos de feijão. Separo filés de peixe e frango e porções de carne moída, ou bifes de hambúrguer que faço para congelar, etc. Com esse esquema facilitador, meu almoço e jantar saem em 15-30minutos no máximo.
Outro problema para se alimentar bem é perder o gosto pela alimentação, quando a dieta proposta além de restringir quantidade, restringe os tipos de alimento. Eu também não perdi o gosto pela comida, muito pelo contrário, eu tenho gostado e ficado bem nutrida. Só aprendi a diversificar a alimentação onde além de incluir mais vegetais, aprendi fazer novos pratos substituindo alimentos de alta caloria pelos de baixa caloria. As vezes, mais nos finais de semana, eu como doces e massas de alta caloria, mas como no horário certo da refeição, e em seguida volto a fazer a alimentação saudável.
Então, você pode perceber que o emagrecimento foi apenas uma consequência da mudança de estilo de vida. Eu não tinha o objetivo de emagrecer, mas tenho o objetivo de perder medida e isso irá acontecer com o casamento disciplinado entre a alimentação e o esporte.
Se você tem compulsão por comer ou por fazer exercício, seu problema é emocional e precisa de psicoterapia e talvez também de tratamento psiquiátrico para ansiedade.
Eu acho que só consegui mudar meu estilo de vida aos 35 anos, porque venho fazendo terapia há 9 anos e trabalhando firmemente na busca de melhoria emocional e crescimento pessoal.
Estando ou não em um relacionamento, você só estará bem com você mesmo na medida em que desistir das expectativas infantis de ser cuidado pela família de origem e parceiros amorosos e aprender a cuidar de si mesmo. Cuidar da alimentação e do corpo e ver os resultados alcançados, têm me ajudado a gostar de mim cada vez mais.


 Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura
1 – Fotos retiradas e editadas por mim

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2 comentários:

  1. É isto ai,devemos ter em equilibrio o fisico,a alimentação e o autoconhecimento..ou seja manter a mente quieta a espinha ereta eo coração tranquilo ...

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    1. Obrigada por deixar seu comentário Reiane! Precisamos buscar esse equilíbrio sempre! É uma construção no dia a dia.
      Abs
      Adriana Freitas

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