domingo, 22 de março de 2015

INSEGURANÇA NOS RELACIONAMENTOS

INSEGURANÇA NOS RELACIONAMENTOS

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A insegurança nos relacionamentos é um sentimento característico de pessoas que não acreditam em si mesmas em diversos sentidos, e acabam projetando no outro o próprio medo da rejeição, antes mesmo de tentar qualquer investida. O inseguro deseja uma segurança ideal, não quer correr riscos nem perigos de ser ferido ou magoado. Ele não se sente forte o suficiente para se defender ou para lidar com a rejeição.
Mas quem nunca sofreu desse “mal” em qualquer relação? Quem nunca teve medo de ser rejeitado ou não ter seu amor correspondido? Quem nunca deixou de tentar por causa desse medo? No fundo, todos nós temos inseguranças internas que podem ser explícitas ou implícitas, gerais ou específicas, de personalidades ou contextuais.
Sendo assim, a insegurança só se torna um problema maior quando ela nos paralisa. Essa paralisia pode aparecer de várias formas. Vejamos.
Uma delas é esconder-se num “buraco de tatu”. É quando a pessoa tem tanto medo que antes de tentar qualquer iniciativa de abordagem do ser amado, já acreditando que será rejeitado, foge e se esconde, em seu mundo a parte, mundo este “seguro”, que lhe dá essa ilusão de segurança. “Se eu não tentar não serei rejeitado”.
Outra forma é o ataque. Alguns inseguros atacam para se defender e também para esconder seus sentimentos de vulnerabilidade. Deixam o outro amedrontado e acabam afastando o parceiro através do medo, mesmo quando é exatamente isso que não quer.
Há ainda a estratégia da comparação. O inseguro costuma se comparar aos outros, sendo que sempre está em desvantagem, tem menos e é menos que os outros. Menos bonito, menos inteligente, menos esperto, tem papo ruim ou nem tem papo, menos interessante e então a pessoa cobiçada irá se interessar pelo outro, nunca pelo inseguro.
Por trás da insegurança, existe um sentimento de baixa autoestima. Os indivíduos não sabem, mas não se sentem dignos de serem amados. Em algum lugar de suas histórias de origem, aprenderam que não mereciam o amor de um parceiro afetivo. Provavelmente não sentiram a segurança de serem amados pelos pais ou cuidadores e seguem suas vidas desconfiando da possibilidade de serem verdadeiramente amados.
Para piorar a situação, junto com a baixa autoestima vem também a ansiedade. Como o inseguro tem muito medo de ser rejeitado ele já “prevê” o futuro catastrófico de sua rejeição. Vive no futuro, se preocupa demais com o resultado e não vive o processo de aproximação e conquista naturalmente.
Isso não acontece apenas no início das relações. Pessoas inseguras podem armar um escarcéu nos relacionamentos mesmo depois de muitos anos de relação. Um desses exemplos são as pessoas ciumentas e possessivas, que através de suas explosões constantes escondem o sentimento de base que é a insegurança. Ciúmes e possessão são as tentativas de ter a garantia do amor do outro via tentativa de controle,  exclusividade, não divisão do outro, e colocação de uma viseira no parceiro para que ele só enxergue o inseguro. Como isso não é possível na realidade, a pessoa segue insegura ou "enlouquece".
Outra forma de aparecer a insegurança é quando os parceiros se culpam um ao outro pelos problemas do relacionamento. Não assumir sua parcela de responsabilidade é um posicionamento baseado no medo da perda e em defesas infantis.
O inseguro não sabe seu valor e não tem amor próprio. E esta é a chave de toda a questão. Ele busca o amor externamente mas não sabe nutrir a si mesmo. Tenta controlar o objeto amado na tentativa de ficar seguro, mas se não aprender a cuidar de si mesmo, descobrir seu valor e sentir que merece ser amado, a pseudo-segurança externa nunca será satisfatória. E para construir tudo isso é preciso investir em um processo de autoconhecimento e crescimento pessoal, o que uma psicoterapia pode ajudar ou ser fundamental.
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 Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte

Referência da Figura
 imagem retirada do google imagens.
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