segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O PODER DA PALAVRA - ENSINAMENTOS SOBRE O FALAR E O SILENCIAR

O PODER DA PALAVRA

ENSINAMENTOS SOBRE O FALAR E O SILENCIAR

poder palavra, silêncio, Lauro Henriques Jr., Palavras de Poder, Don Miguel Ruiz, quatro compromissos

“A palavra é prata, o silêncio é ouro” - provérbio chinês
Lendo o livro Palavras de Poder, de Lauro Henriques Jr., citado no post anterior, encontrei nos ensinamentos de Don Miguel Ruiz, os “quatro compromissos”, que são princípios que ajudam a anular as crenças limitantes que impedem nossa realização. São eles:
1.   Seja Impecável com sua palavra
2.   Não leve nada para o lado pessoal
3.   Não tire conclusões
4.   Sempre dê o melhor de si, nem mais nem menos
Cada compromisso é uma grande lição que se levada para o nosso dia a dia pode nos ajudar a melhorar nossa comunicação em nossos relacionamentos. Vejamos cada um deles:
No primeiro compromisso, Don Miguel aponta a importância da palavra na criação da nossa história. Através dela temos o poder de criar e nos expressar criativamente. Se usarmos a palavra de forma impecável, íntegra, verdadeira, nossa história será bonita digna e verdadeira. Mas se a usarmos de forma errônea, nossa vida será recheada de dramas e dificuldades.
Como, então, podemos usar a palavra de forma impecável em nossos relacionamentos? Precisamos aprender a falar de uma maneira amorosa e respeitosa com nossos parceiros além de sermos verdadeiros e fiéis aos nossos valores, pensamentos e sentimentos. Exercitar a palavra impecável requer que sejamos primeiramente coerentes conosco para em seguida sermos coerentes com o outro.
Mas isso é muito difícil de fazer quando estamos dominados por sentimentos de raiva e mágoa. Talvez precisaremos aprender a lidar com nossas frustrações antes de emitir palavras impulsionadas por nossos sentimentos negativos. Acredito que na palavra impecável não devemos negligenciar nossas emoções mas sim aprender a utilizá-las de forma a levar reflexões construtivas para as relações amorosas.
Para Don Miguel, o segundo compromisso diz respeito aquelas situações que recebemos algum tipo de informação do outro e, ao concordarmos com o que é dito, levamos para o lado pessoal. No entanto, temos que filtrar tudo que é dito sobre nós, pois o outro se refere apenas a uma imagem que possui e não a verdade a nosso respeito. O problema é quando nos identificamos com essa imagem e reagimos de forma emocional. O autor aponta que precisamos aprender a escutar abertamente o outro, mas de forma consciente, avaliar se o que foi dito faz sentido ou não para nós. Se fizer sentido, podemos aproveitar e levar como aprendizado pra vida. Se não fizer sentido, precisamos simplesmente descartar.
Nos relacionamentos é muito comum levarmos tudo para o pessoal. O que o parceiro diz se transforma numa ofensa mortal com a maior facilidade. As vezes a intenção nem é de ofender, mas como levamos para o lado pessoal, acabamos reagindo emocionalmente. Ouvir a versão do outro sobre nós pode ser muito enriquecedor se estamos abertos para o crescimento. Ouvir a ofensa do outro requer que tenhamos a defesa de não levar para o lado pessoal, antes de avaliarmos racionalmente as palavras ditas.
No terceiro compromisso, Don Miguel ensina que temos uma tendência a tirarmos conclusões precipitadas sobre tudo, julgando e culpando os outros. Fazemos suposições baseadas naquilo que acreditamos ser a verdade, mas infelizmente não temos coragem e a humildade de fazer perguntas a fim de saber o que o outro de fato está sentindo para nos expressarmos o mais claramente possível. Quanto mais clara for a comunicação, menos dramas teremos na vida.
Acrescento a importância da curiosidade interessada no que o outro está expressando. O problema é quando entramos na defesa se nos sentimos acusados ou acuados quando o parceiro expressa sentimentos negativos a nosso respeito. “O que você quer dizer com isso” é uma boa pergunta para ajudar os parceiros a buscar mais esclarecimentos sobre o que está sendo comunicado. Ou “Veja bem se entendi, você quis dizer...?” ou ainda “você poderia me explicar melhor...?”.
O quarto compromisso fala sobre a necessidade de darmos o melhor de nós mesmos, e que esse melhor varia o tempo todo, e varia ao longo das fases da vida. “Nem mais nem menos” significa que também precisamos respeitar nossos limites, fazendo nosso melhor, mas com humildade e a consciência de quem nem sempre podemos fazer de tudo, e que as vezes precisamos inclusive pedir ajuda.
No meu trabalho clínico, costumo ver os parceiros cobrando exageradamente um do outro, diversas questões, baseados mais nas carências internas infantis. Mas vejo poucos parceiros buscando dar o melhor, para si mesmos e para o relacionamento. Existe uma economia de doação, ou com outras palavras um livro de contas, que contabiliza comparativamente o que cada deu para o relacionamento, e depois os débitos serão cobrados num acerto de contas relacional futuro. Essa é uma perspectiva de falta e não de abundância. Quando buscamos dar o melhor de nós, com os devidos limites, a perspectiva é de abundância afetiva, o que contribui significativamente para a construção de relacionamentos mais saudáveis.
Don Miguel Ruiz ainda fala da importância de silenciar nossa mente. Ele a compara com um cavalo selvagem, que nos leva para onde quer, e que precisamos domar esse cavalo, ou seja, precisamos aprender a silenciar todo barulho interno que nossa mente provoca. Sugere práticas como a meditação e a yoga.

poder palavra, silêncio, Lauro Henriques Jr., Palavras de Poder, Don Miguel Ruiz, quatro compromissos

Nos relacionamentos o silêncio é ouro, como diz o provérbio chinês. Um parceiro que sabe domar seus cavalos selvagens internos, também é capaz de domar sua língua, e aguardar o melhor momento para se expressar. As vezes o casal compreende que falar em momentos de muita raiva ou mágoa, ou em contextos regados a álcool, pode ser profundamente destruidor e o silêncio é precioso. Alguns indivíduos ficam mais ansiosos com o silêncio, quando sentem que o mesmo significa abandono. Mas se o silêncio for claramente expressado como uma necessidade de elaboração dos sentimentos e que depois haverá uma conversa amorosa e esclarecedora, o outro compreenderá e respeitará sem medo.
A sabedoria compartilhada por Don Miguel Ruiz nos ensina a cuidar das nossas palavras internas para que as palavras que saem de nossas bocas sejam expressões amorosas.

Espero que você leitor possa escolher praticar esses compromissos na sua vida! Compartilhe conosco se você já pratica algum deles, deixando seu comentário no espaço abaixo!
Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica em BH

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Referência das Figuras
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