segunda-feira, 9 de junho de 2014

POR QUE ESCOLHI VOCÊ? - A QUÍMICA DA ATRAÇÃO

POR QUE ESCOLHI VOCÊ?

A QUÍMICA DA ATRAÇÃO


“Por que escolhi você”* é o nome de um livro de Steve Biddulph e Shaaron Biddulph, o qual aborda o tema relacionamentos de casal, passando pela questão da atração amorosa, e por isso escolhi repetir o título do livro neste post.
A atração é um tema instigante quando começamos a refletir sobre a misteriosa química que acontece nos relacionamentos e o que está por detrás da mesma. Você já pensou por que nos sentimos atraídos por algumas pessoas e não por outras?
A atração acontece por motivos conscientes e inconscientes, e são esses últimos os que possuem um maior poder sobre nossas escolhas amorosas. Muitas vezes desejamos algo, mas atraímos o oposto, e isso acontece por causa da força das nossas histórias, registradas no nosso inconsciente.
O casal Biddulph relata três tipos de atração: gostar, amar e desejar. Gostar seria um encontro de mentes, uma combinação de afinidades, intelectualidade, pensamentos, valores, etc. Amar seria uma conexão do coração, onde existe uma disponibilidade para o envolvimento, intimidade, sinceridade, confiança, entrega e vulnerabilidade decorrente desta última. Amar é algo complexo, pois está relacionado ao conceito de amor das origens familiares.  Desejar seria a atração sexual, a química corporal. Quando os três tipos se alinham, há uma possibilidade única de um relacionamento bastante promissor. Mas as vezes não há esse alinhamento ou muitas vezes confundimos uns itens com os outros, ou talvez exista só um tipo de atração, da nossa parte ou do parceiro, mas insistimos e acabamos muito frustrados pois uma relação pode até ser duradoura mas não se sustenta de forma consistente, ou de forma a gerar o crescimento do casal, com apenas um tipo de atração. 
Tentemos aprofundar nas questões inconscientes: a atração acontece pelo que é semelhante e conhecido de nossa história. E isso está interligado ao nosso conceito de amor. Desde muito pequenos, quando ainda não temos nosso aparelho cognitivo desenvolvido para compreender e expressar racionalmente, vamos compreendendo de forma bastante instintiva o que é o amor na nossa relação com pai, mãe, irmãos e família de origem. Esses primeiros aprendizados ficam profundamente registrados no nosso inconsciente como experiências referentes a questões de sobrevivência, sensação de segurança e prazer. Quando adultos, conseguimos reconhecer, também instintivamente os sinais emitidos pelo pretendente a parceiro, que evocam as memórias mais profundas e disparam emoções semelhantes as do passado que entendemos como amor, segurança e prazer, surgindo daí a atração e a paixão pelo conhecido.
Então, se aprendemos que o amor está ligado a  violência, agressividade, dependência, distanciamento ou afeto, carinho e reconhecimento, atrairemos pessoas em nossas vidas que combinem com essa ideia amorosa, mesmo que no nosso discurso, queiramos outra coisa.
Segundo Iara Camaratta, em seu livro “A Escolha do Cônjuge”*, as pessoas emitem e captam microssinais, mesmo sem tomarem consciência disso e sem conseguir interpretar racionalmente os mesmos. Esses microssinais “dizem” ou “mostram” as verdades mais profundas dos indivíduos, melhor do que o discurso verbal dos indivíduos e as vezes até contradizendo o mesmo. São mensagens não verbais que captamos de forma bastante instintiva, subliminar e que não passam pela consciência.
Em outras palavras, há uma ressonância entre os pontos de semelhança dos indivíduos, sejam eles positivos ou negativos, sejam por afinidades ou por complementaridades. Ressonância, segundo o dicionário informal, significa a propagação vibratória de qualquer tipo de onda (ex. sonora, eletromagnética, etc.), e dentro da visão sistêmica significa que os seres humanos também “propagam ondas vibratórias” mas no sentido emocional, e quando essas “ondas” combinam, entram em sintonia com as de outras pessoas, então há uma conexão seja de amizade ou amorosa. Essas “ondas” são invisíveis e apenas quando nos conhecemos a ponto de termos consciência dos nossos padrões de atração afetivos, temos condições de mudar de atrações “negativas”, aquelas que não desejamos mas estão de acordo com nossas histórias, para atrações mais positivas, que têm mais a ver com nosso desejo.
Aquela estória de que os opostos se atraem pode acontecer apenas na superfície. Tais pessoas podem ter comportamentos e gostos muito diferentes, no entanto, se formos avaliar mais profundamente as histórias de vida, veremos que as ressonâncias estão nos padrões de relacionamento, nos processos emocionais de separação da família de origem, e no grau de amadurecimento dos indivíduos, sendo todos na verdade mais semelhantes do que diferentes.
Mudar nossos padrões de atração é uma tarefa bastante difícil. Eu aprendi na minha família que sua forma de vinculação é o distanciamento afetivo. Infelizmente atraí e ainda atraio homens distantes até hoje, muitos com comprometimentos para vinculação. Estudei e compreendi minha árvore genealógica através da minha terapia pessoal e somente a partir do momento que tive consciência do meu padrão passei a ter a escolha de aceitar ou não o tipo de homens que atraía. Hoje, quando aparecem homens distantes, eu os reconheço quase que imediatamente, e assim digo que não quero, pra mim mesma! Acredito que somente na prática, ao não aceitarmos o que não queremos, enviamos uma mensagem invisível para o “universo”, que entenderá e passará a enviar pessoas diferentes para as nossas vidas. Isso leva tempo e requer persistência e disponibilidade para ficarmos sozinhos, cuidando de nós mesmos.


Venus, Cupido e Satyr

Você tem consciência do seu padrão de atração? Ou experiências de atrações inconscientes? Compartilhe conosco nos comentários do blog!
Adriana Freitas

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