quinta-feira, 7 de setembro de 2017

ALMA AO VENTO

ALMA AO VENTO


alma ao vento, poesia, contos, feminino, ao vento


Minha alma precisava de ar...
Estava sufocada por tantos pensamentos insanos egóicos
Que limitavam sua liberdade de ser

Sua visão foi ficando turva
Foi desfalecendo como num desmaio
E quedou-se estendida no chão frio e inóspito

Ver a vida do solo
Lhe deu uma perspectiva deprimente da realidade
Sem forças, sem domínio sobre a própria existência

Num lampejo de consciência
Lembrou-se do seu corpo dançante naquela noite distante
Sim, naquela noite de prazeres ali mesmo naquele chão

Juntou todas essas forças antigamente conhecidas
Deu impulso para seu corpo enfraquecido
E levantou meio tonta

Chacoalhou a poeira, respirou fundo e acendeu sua luz
Retomou o seu poder pessoal
E foi ter uma conversa séria com o senhor ego

- Aqui quem manda sou EU!
- Seu reinado agora acabou!
- Ponha-se no seu lugar!

Ego esperneante e revoltado
Cambaleou e caiu no chão
E foi dali que se viu criança pequena, seu verdadeiro lugar

A Alma agora rainha, imperatriz, botou ordem no recinto
E de coroa na cabeça
Caminhou exultante para seu trono

Mas a Alma é avessa a hierarquias e coroas pesadas
Logo logo fez as pazes com o ego
E decidiu ir embora viajar

Seu verdadeiro anseio estava longe dali
Não gosta da claustrofobia de mentes rígidas e fechadas
Minha alma gosta de ar

Onde está minha alma agora?
Pegou meu corpo de carne e osso
Seu fiel amante e companheiro

E foram cheirar a brisa do mar
E foram velejar
E foram voar

 Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagram: @solteirosecasais




Referência da Figura:
1. Retirada do Google imagens


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segunda-feira, 24 de julho de 2017

DIVERTIMENTO X PRAZER

DIVERTIMENTO X PRAZER



diversao, prazer, capitalismo, consumismo, bioenergetica, ansiedade, mindfulness, momento presente


Hoje gostaria de compartilhar algumas reflexões sobre o livro “Prazer – uma abordagem criativa da vida” de Alexander Lowen, as quais tocaram fundo no meu ser, na medida em que deixam evidente o quanto somos manipulados pelo sistema capitalista para sermos infelizes e consequentemente consumirmos para sanar nossa infelicidade. Porém, essa felicidade prometida é fugaz e voltamos rapidamente para a tristeza e dor, criando novas necessidades de consumo.
Uma das profundas ilusões criada pelo capitalismo para sustentar o consumismo é a ideia de que o divertimento é igual ao prazer. “Compre divertimento e terá prazer garantido”! Infelizmente isso não está diretamente relacionado em todos os momentos. Podemos nos sentir profundamente vazios no meio de uma multidão de divertimento.
Lowen aponta que há uma “ética do divertimento”, que busca implantar a ideia que o importante hoje é se divertir ou parecer que está se divertindo ou fazer com que o outro acredite que você está divertindo. Um exemplo fácil de reconhecermos isso é verificar como as postagens no Facebook são quase sempre das pessoas se divertindo em viagens, em restaurantes, em festas, etc.
O problema dessa perspectiva é que nem sempre o divertimento garante o prazer. A ética do divertimento, segundo Lowen, parece existir para evitar compromissos, sendo apenas um passatempo que não exige maiores envolvimentos.
E uma das premissas fundamentais para que o prazer aconteça verdadeiramente, é que haja um comprometimento total, uma entrega ao que está se fazendo. O corpo e a mente precisam estar integrados ao momento presente.
Como vivemos em estado de ansiedade constante, tal entrega está muito prejudicada. Somos levados a trabalhar muito pra consumir mais pra alcançar o prazer, no entanto ficamos constantemente preocupados e ansiosos, não prestamos atenção no momento presente e acabamos não sentindo o prazer, o que gera mais ansiedade e depressão, mais demanda de consumo e o ciclo vicioso se estabelece de uma maneira muito negativa.
É muito triste constatar que o sistema capitalista não tem interesse nenhum em promover o prazer, muito pelo contrário, sua intenção é promover a infelicidade, a dor e a doença constantes, pois pessoas insatisfeitas e infelizes são mais fáceis de serem manipuladas e ludibriadas com promessas ilusórias de divertimento.
O mais importante para o capitalismo é o poder. De acordo com Lowen, na “cultura moderna, (que) é mais dirigida pelo ego do que pelo corpo, o poder se transformou no principal valor, reduzindo o prazer a uma situação secundária” (p.10). E quando passamos a vida lutando pelo poder, sacrificamos o corpo e o prazer, na tentativa de alcançar o falso prazer prometido pelo consumismo. Quanta ilusão!
É muito triste também constatarmos que nossa educação, tanto a familiar quanto a formal, nos educa contra o prazer, de forma que ele passe a gerar sentimentos conflitantes. Especialmente se o prazer estiver relacionado a sexualidade, a repressão se torna ainda maior. A seriedade, o trabalho pesado, o dinheiro e o status, são muito valorizados na nossa cultura, o que acaba impedindo a leveza do prazer.
Diante dessa realidade, nossos corpos de tornam tensos, duros, rígidos, doentes, vazios, gerando em nós um desejo de fuga da realidade, que pode ser via compulsões (álcool, drogas, comida e outras anestesias) ou via alienação do corpo ou desconexão, o que impede de vez o verdadeiro prazer.
Como então alcançar o prazer?
Reconectar-se com o corpo e com a realidade do momento presente é um caminho que pode ser trilhado nessa busca. Lowen diz que o prazer nos une aos nossos corpos, à realidade, aos amigos e ao trabalho.
“... não é necessário estar se divertindo ou feliz para sentir prazer. Pode-se ter prazer nas circunstâncias comuns da vida, pois o prazer é um modo de ser. A pessoa está num estado de prazer quando os movimentos do seu corpo fluem livre, ritmicamente e em harmonia com seu ambiente” (p.21-22).
Essa ideia é muito libertadora! Não precisamos consumir para ter prazer! Ele é de graça e pode ser encontrado em qualquer atividade do seu dia a dia, onde seu corpo esteja realmente presente na atividade vivida.
O trabalho da bioenergética desenvolvido por Lowen busca acessar e liberar os bloqueios corporais que os indivíduos foram construindo ao longo da vida. Um desses trabalhos é com a respiração. A ansiedade prejudica muito nossa respiração e a oxigenação do corpo como um todo, facilitando o endurecimento corporal. Trazer o foco para a sua respiração, prestar atenção nela, compreendê-la e ampliá-la pode trazer benefícios e mudanças importantes.
O trabalho do Mindfulness (traduzido como atenção plena, consciência plena) também têm ajudado as pessoas a desenvolverem práticas e novos hábitos de atenção ao momento presente.
Na minha experiência pessoal, cultivo a gratidão por cada coisa, atitude, gesto, bênção, desafio, ou situação que a vida me proporciona a cada dia, a cada instante. Estar num espírito de gratidão constante me ajudou muito a mudar para uma vibração mais elevada e um estado de humor mais positivo e prazeroso.
Também procuro ter bom humor sempre, mas especialmente nos momentos que percebo que estou séria, procuro fazer uma brincadeira comigo mesma, danço uma música, faço um elogio, ou uma frase motivacional que inspire e transforme meu humor em alegria. Assim vou sentindo meu corpo com prazer.
Estimado leitor, não existe uma receita pronta e igual pra todas as pessoas resgatarem seu prazer. Você terá que encontrar o seu caminho. Talvez as ideias deste post te ajudem a fazer seus próprios questionamentos, reflexões e busca de transformação. Compartilhe conosco seus sentimentos no espaço para comentários abaixo!

 Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagram: @solteirosecasais


Referência Bibliográfica:
LOWEN, Alexander. Prazer - uma abordagem criativa da vida. São Paulo: Summus, 1984.

Referência da Figura:
1. Retirada do Google imagens


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

DEIXAR IR

DEIXAR IR



deixar ir, desapego, apego, mindfulness


No ano passado, conheci uma pessoa que me despertou um interesse afetivo. Infelizmente não foi recíproco. Por motivos relacionados a minha história de vida e ao meu padrão de relacionamentos anteriores, eu acabei ficando apegada a essa pessoa. Segundo meu terapeuta, o meu apego está ligado a dificuldade de ser rejeitada. Mas quem lida bem com a rejeição?

Há um mês eu comecei a fazer um curso de Mindfulness – traduzido como atenção plena, consciência plena. No curso aprendemos meditações, e outras práticas e técnicas para treinarmos nossa mente a ficar mais plenamente focada no momento presente.

Como atitudes Mindfuness, foram apresentadas: ser grato, ter a mente de principiante, aceitar, ser paciente, não lutar, ser generoso, não julgar, confiar e o “deixar ir”. Este último me tocou mais, me despertando para um trabalho pessoal em relação ao desligamento do afeto que citei acima.

Essa ideia me estimulou a refletir sobre a experiência do apego nas relações amorosas. A princípio, podemos pensar que ficamos apegados às pessoas que nos fazem bem, ou que nos causam sentimentos amorosos. Sim, isso também acontece, mas o mais contraditório do apego, é que muitas vezes ficamos apegados a experiências ruins e que nos fazem sofrer.

Podemos fazer uma conexão com nosso conceito de amor, que foi construído nas nossas relações mais primitivas com nossos pais, irmãos e demais familiares de origem. Nem sempre o amor é vivido como algo bom e prazeroso. Muitas vezes há violência, negligência e abandono. Essas experiências nos marcam profundamente, levando-nos a entender o amor como tendo aspectos muito negativos.

Portanto, quando nos apegamos a situações e pessoas que nos fazem mal, provavelmente estamos repetindo o conceito de amor negativo das nossas origens.

Outro aspecto do apego tem a ver com as nossas expectativas. Muitas vezes nos apegamos ao nosso próprio desejo, refletido na pessoa do outro. Fixamos na ideia, não no real. O parceiro mostra muitas vezes que não quer ou não é capaz de corresponder aos nossos anseios, mas não queremos enxergar, e ficamos presos na ideia de ter um relacionamento com aquela pessoa, mesmo quando ela mostra o oposto.

Nesse sentido, estamos aprisionados numa fantasia infantil, e temos dificuldade de elaborar o luto da nossa criança interior que ainda deseja ser amada de uma forma bastante carente e idealizada pelo outro. Ela ainda fica tentando conquistar o amor do outro, sem aceitar sua própria impotência nesse quesito, sem aceitar a derrota. Acaba se agredindo mais ao ficar presa onde não é amada.

Complementando, outro aspecto importante associado ao apego é nossa tendência, desejo ou vontade de ter controle sobre os sentimentos do outro ou sobre nossa própria vida. Temos uma prepotência enorme quando acreditamos consciente ou inconscientemente nesse controle. Muitas coisas, de fato, podemos controlar, mas uma grande parcela nos escapa das mãos. Em termos de sentimentos, amor e relacionamentos, essa parcela é bem significativa.  

Aceitar que não temos esse controle, nos faz aceitar nossos sentimentos e os dos outros sem cristalizar a experiência, sem impor autoritariamente nossa vontade, nem desqualificar nossas emoções, respeitando ambos os lados.

O apego também pode estar relacionado a uma experiência positiva do passado que se acabou. As pessoas mudam, os relacionamentos mudam, a vida é muito dinâmica. A partir dessas mudanças as pessoas ficam diferentes e muitas vezes acabam perdendo suas conexões, suas afinidades e aquilo que inicialmente as uniu. Temos muita dificuldade de aceitar o que acabou. Queremos perpetuar o amor, mas o amor também é uma experiência dinâmica, um “bichinho com asas”, incompatível com gaiolas e enquadramentos fixos. Nos apegamos ao que foi bom, mesmo quando não conseguimos manter a qualidade da experiência atual. A falência e a separação são dolorosas.

O apego nos deixa presos. Nossa energia e investimento ficam focados em um lugar muito específico, limitando nossa experiência e a abertura para novas fontes de alegria e prazer no aqui e agora.

Quando nos desapegamos, nossos olhos se abrem para o novo e para todas as possibilidades de vida que existem ao nosso redor.

Deixar ir é permitir que vida se atualize sem opor resistência aos quesitos de realidade. Isso não significa que não possamos lutar pelo amor e pela pessoa desejada. Significa sim saber reconhecer nossos limites e nossa dignidade, até onde podemos e devemos ir, respeitando também os limites do outro.

Ao realizar esse trabalho comigo mesma, ao conseguir investir no desligamento do meu afeto passado, pude vivenciar outras experiências afetivas, que me ofereceram parâmetros novos e melhores de relacionamentos. São aprendizados que vão abrindo possibilidades de trocas mais maduras, dignas e saudáveis. Eu sempre me deparo com a sensação de ampliação da percepção amorosa.


O apego pode paralisar e até matar internamente. O amor é uma experiência viva que não sobrevive atrás de grades e muros. É preciso “deixar ir”, constantemente, seguir o fluxo, não resistir à correnteza... novos rios, novos mares...


Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagram: @solteirosecasais


Referência da Figura:
1. Retirada do Google imagens

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domingo, 23 de abril de 2017

SOBRE VIAGENS A SÓS E PEQUENOS PRAZERES DA VIDA



SOBRE VIAGENS A SÓS E PEQUENOS PRAZERES DA VIDA

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Recentemente, final de março início de abril de 2017, fiz uma viagem de férias a Pernambuco, com hospedagem de dois dias em Porto de Galinhas e o restante em Recife. Fazia um bom tempo que não viajava pra praia. Eu adoro um banho de mar, trocar e renovar as energias nas águas salgadas!

Não foi a primeira vez que viajei sozinha (nesse caso fiquei apenas os dois primeiros dias só). Eu gosto muito de estar na minha companhia. Em 2013 eu viajei para Arraial D’Ajuda na Bahia e também foi uma experiência muito rica, apesar de ter pegado um período bem chuvoso. 

 A viagem a Arraial foi sem muito planejamento, pois minha intenção (e falta de experiência) era curtir somente a praia e o mar. Com a chuva eu tive que procurar outras coisas pra fazer em Porto Seguro, imprevisto que acabou sendo bastante prazeroso também com o conhecimento de uma parte cultural da cidade, ligada ao descobrimento do Brasil. Fui sem expectativa de conhecer ninguém e acabei conhecendo pessoas de uma forma muito natural e espontânea. 

Muitas pessoas têm medo de viajar só, criam mil e duas fantasias negativas e acabam se impedindo de viver experiências surpreendentes que nos tiram da zona de conforto na qual fomos criados e acostumados a viver. Posso garantir que tudo que saiu do controle na minha viagem, foi maravilhosamente enriquecedor.

Já a viagem a Pernambuco foi muito planejada com antecedência. Eu queria descansar nos primeiros dias, e nos dias seguintes conhecer diversos espaços culturais de Recife, incluindo Olinda. E mesmo com planejamento, muitos imprevistos aconteceram (incluindo dias de chuva rs), necessitando de reordenamentos na agenda.

Nos dias que fiquei em Porto de Galinhas, eu fiz caminhadas longas na praia, bem cedo pra pegar um sol mais ameno, e o que gostaria de compartilhar neste post, é o quanto eu senti prazer de caminhar pisando na água do mar! Falando assim parece uma besteira, mas o prazer foi tão grande que nem consigo descrever.

Enquanto vivia essa gostosa sensação, fiquei refletindo sobre o quanto as pequenas atividades da vida cotidiana, especialmente as mais simples, podem ser uma rica fonte de prazer para alimentar nossos dias.

Talvez o que eu estava vivenciando naquele momento fosse uma profunda conexão da minha mente com meu corpo, e entre o meu corpo e o ambiente. 

Vivemos atualmente tão conectados com o mundo virtual, com as tarefas diárias, obrigações de trabalho e casa, que perdemos a conexão com nosso corpo. A ansiedade é uma doença muito forte da nossa era e combina muito com essa desconexão cabeça-corpo, já que tem por característica o viver no futuro, através da projeção e imaginação, atividades exclusivamente mentais. Dessa maneira, não sentimos nosso corpo por causa da dificuldade de estarmos localizados no momento presente. Como a ansiedade caminha junto com as preocupações, vamos acumulando registros de tensão e desprazer no corpo.

Precisamos tomar cuidado com o uso que fazemos das tecnologias. Elas são novas formas de vícios que nos escravizam e impedem de viver plenamente no momento presente. Apesar de serem ferramentas muito úteis para nós, também o são para a lógica capitalista de insatisfação que gera consumo num jogo sem fim.

A escravização indireta do nosso corpo é uma forma muito sofisticada e sutil de controle sobre as nossas vidas. A falta de prazer gera mais demanda de consumo, inclusive de drogas para anestesiar o sofrimento causado pela desconexão.

O momento da minha caminhada na praia proporcionou o resgate dessa conexão mente, corpo e ambiente, me enchendo plenamente de prazer. Sentir assim, me fez estar completamente integrada no momento presente e me sentir plena.

Essa sensação de plenitude deixa nossas almas alimentadas e a ansiedade diminui, as demandas desnecessárias diminuem, as anestesias tornam-se obsoletas.

O desafio é construir essa inteireza no nosso dia a dia. Descobrir as pequenas coisas que nos dão prazer, aprender a fazer com entrega as demandas diárias, e eliminar o que nos gera doença e sofrimento. No meu caso, acredito que essa entrega no momento da caminhada na praia foi o resultado de uma grande construção que venho fazendo ao longo do meu processo de busca de autoconhecimento e crescimento pessoal. A cada dia eu descubro, redefino e redescubro novos prazeres. 

Cada pessoa é diferente e precisa experimentar para descobrir por si mesma o que lhe gera prazer. Não há uma receita pronta e generalizada para todos.

Estimado leitor, você já descobriu as pequenas coisas da vida que lhe dão prazer? Compartilhe conosco sua experiência no espaço para comentários abaixo!



Adriana Freitas
Psicoterapeuta Sistêmica
em Belo Horizonte
Instagram: @solteirosecasais


Referência da Figura:
1. foto que tirei da minha caminhada na praia


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